“Yossel contextualiza a sua própria tragédia. Ele a particulariza. É a primeira vez que ouvimos alguém falando, como indivíduo singular, sobre esse momento tão dramático. Ele está esperando o seu aniquilamento e resolve conversar com Deus.
A arte sempre esteve presente na vida do povo Judeu, mais especificamente a música, ela foi utilizada para acalentar e criar esperanças, transformando a dor e o sofrimento em sonhos de uma vida mais justa e fortalecendo a fé e o orgulho deste povo num dos momentos mais cruéis da historia da humanidade.
O nosso espetáculo pretende através da música e da escrita propagar as palavras de Yossel Rakover e de Zvi Kolitz, utilizando o teatro como um meio de perpetuar a poesia e a sabedoria deste povo. Acreditamos que esta obra poética tem a grandiosidade de falar não só de um povo mas de todos que já sofreram algum tipo de preconceito e violência por suas opiniões, credo, raça e cor.
Como artistas somos esperançosos de que o nosso ofício possa remexer em feridas profundas para que a história não seja esquecida e para que os homens não cometam os mesmos erros. A sabedoria deve buscar o caminho da iluminação e da paz entre os homens com todas as suas diferenças.”
Ao ser indagado sobre como ele gostaria que o público visse Yossel, o diretor responde prontamente: “Ele é um judeu orgulhoso de ser judeu. Eu gostaria que o público enxergasse um homem sendo ele mesmo na sua essência”, declara Elias.
Elias Andreato - Director
Theatre, television and cinema actor, as well as the writer of most of his projects, Elias Andreato is an artist of rare sensitivity and talent in the art of creating his characters. His search is for the humanity of the characters, and his plays often question the artist’s role in society and his relationship with his own time. He has accomplished a solid carrer, above all by the choice of characters/personalities that were able to translate that line of thought – Van Gogh, Oscar Wilde and Artaud are examples of this pursuit and turned out to be unforgettable performances that assured Andreato a respected place in Brazilian theater. “Artaud, athlete of the heart”, was the 12th monologue of Andreato’s carrer as an actor, along with five other (“Diary of a Madman”, “Solo Mio”, “Van Gogh”, “Esta Noite Choveu Prata ” and “Oscar Wilde”), apart from six more that he directed (Não Tenha Medo de Virgínia Wolf“, with Ester Goes; “Tantan”, with Cristina Pereira; “Futilidades Públicas”, with Patricia Gaspar; “A Lista de Alice”, with Angelo Antonio; and “Eu Não Sou Cachorro ” and “Do Amor de Dante por Beatriz”, both with Celso Frateschi). He has also directed “3 Versões da Vida ” (Qualidade Brasil Award for best director) and “O Rim”, from Patricia Melo, with Carolina Ferraz and Marcelo Serrado now showing at the Teatro dos 4, in Rio de Janeiro. Recently, the actor performed in plays such as “The Miser”, with Paulo Autran, “Amigas, pero no mucho” and “O Senhor das Flores”, with Caco Ciocler. In 2009, Elias Andreato was back on stage with the play “Amigas, Pero No Mucho” and is now performing in “Doido”, for which he received the 2009 APCA Award for best actor.